sexta-feira, 18 de maio de 2018

Divaldo Franco na Europa Roma, 17 de maio de 2018

No entardecer da quinta-feira, 17 de maio de 2018, na pequena sede do Grupo di Roma Allan Kardec – GRAK -, Divaldo Franco, encerrando sua passagem pela bela cidade, e pela Itália, promoveu um encontro com os trabalhadores do dedicado grupo, deixando aos cuidados do querido amigo Dr. Juan Danilo a exposição do tema: a mediunidade.
O lúcido expositor, Juan, iniciou abordando a faculdade mediúnica no seu aspecto orgânico, nos diferentes tipos e graus desta abençoada faculdade, especialmente quando tratada com respeito, com consciência, dedicação e disciplina. Asseverou o Dr. Juan que, se o médium não possuir uma ética de comportamento, não logrará viver em harmonia na sociedade. Os Espíritos veem, e diretamente informam que o caminho é o do Evangelho, reafirmando, relembrando o que Jesus já o tinha dito, que era, e Ele é o caminho, a verdade e a vida. O cativante palestrante expôs com muita propriedade a sua vivência mediúnica, apresentando diversos exemplos que são, a mais das vezes, dúvidas que todos possuem, esclarecendo, de uma forma simples e objetiva, não deixando margens a interpretações equivocadas.
Discorreu sobre a sintonia mental, o momento dos estudos espíritas, promotores de uma higienização mental, pois a mente adentra-se nos conceitos do passado que o indivíduo trás ínsito e, absorvendo estes conceitos novos, leva-o à uma faixa mental diferente, a qual ainda não está acostumado, reiterando a importância do estudo sistemático da Doutrina Espírita.
Como é importante, e ao mesmo tempo difícil, falar com simplicidade e acima de tudo, expor os conceitos contidos no Espiritismo, fixando-se e aprofundando-se nas obras básicas da codificação, como bem fez Juan Danilo em sua exposição. Com este tema tão significativo o nobre expositor conquistou o público, pois soube envolvê-lo no pensamento lógico e fiel à Allan Kardec.
Encerrando a sua participação, Juan Danilo passou a palavra ao experiente amigo Divaldo Franco que deixou uma mensagem de bom ânimo, esclarecendo que os benfeitores estão atentos para auxiliar os dedicados trabalhadores do bem e que compete a cada um manter-se empenhado com a causa do Cristo, vigiando os pensamentos e os atos nesta hora de graves responsabilidades. Acima de tudo Jesus prossegue amparando a criatura humana com seu inefável amor. As vibrações de amor e paz saturaram a pequenina sala em Roma, fazendo lembrar os cristãos da primeira hora, reunidos nas catacumbas, em razão das perseguições terríveis, sem, no entanto, olvidarem de que Jesus conta com todos e com cada um.
As despedidas se fizeram em clima de saudades, pela ausência física, e o Arauto do Evangelho, Divaldo Franco, juntamente com alguns amigos retornaram ao hotel. A madrugada do dia 18 de maio os irá encontrar no aeroporto de Roma, rumando para a Suíça. Mas isto não é nada para um “jovem” de noventa e um anos de idade, pois que um servidor do Cristo, verdadeiramente amoroso, retira forças e energia do bem que faz e propaga.
Texto e fotos: Ênio Medeiros
Revisão e adaptação: Paulo Salerno
(Recebido em email de Jorge Moehlecke) 

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Registro: Divaldo Franco na Europa. Roma, 15 de maio de 2018

Divaldo Franco na Europa
Roma, 15 de maio de 2018
Na noite do dia 15 de maio de 2018, nas dependências do hotel Oly, na região central da belíssima Roma, atendendo ao convite dos amigos do Grupo Allan Kardec de Roma - GRAK -, o Semeador de Estrelas, Divaldo Franco, proferiu conferência para aproximadamente duzentas pessoas, contando com o auxílio de Deborah Trinchi para verter ao idioma italiano. A brilhante voz do cantor Maecio Gomes, interpretando algumas peças, enlevou o ambiente, sensibilizando os presentes.
Juan Danilo, iniciando as atividades, saudou os participantes em nome da Mansão do Caminho, chamando a atenção, uma vez mais, sobre o significado e a importância da educação na vida das crianças, fazendo referência à jovem educadora paquistanesa Malala Yousafzai (1997-), afirmando que somente a educação pode combater a violência e oferecer ao ser humano a dignidade necessária à evolução.
O nobre conferencista Divaldo Franco discorreu acerca da evolução do pensamento humano, abordando o período do pensamento instintivo e prosseguindo em direção ao período do pensamento arcaico ou Pré-Mágico, para avançar até o pensamento Mágico, sempre traçando um paralelo com o desenvolvimento da criança, desde as primeiras fases da vida.
Apresentando o pensamento de Emilio Mira y Lopes (1896-1964), psiquiatra, psicólogo e professor, Divaldo discorreu sobre as emoções em a criatura humana, que na fase do Pensamento Cósmico, prevalecem os sentimentos nobres que culminam no desenvolvimento do sentimento sublime do amor. Amar, portanto, é uma meta que se deve perseguir na existência.
Estamos no momento do pensamento Eletrônico, a tecnologia avança e tende a arrastar o ser humano para o individualismo, onde cada um se basta, isolando-se e rumando para a solidão, Segundo Rollo May(1909-1994), psicólogo e teólogo americano, estamos entrando num estado muito grave de Ansiedade, Enfermidade e Incapacidade, afinal, hoje a sociedade exige que todos sejam felizes, que não tenhamos problemas, nem conflitos.
Discorrendo sobre Buda e o Mito Narciso, Divaldo asseverou que tudo o que a cultura nos oferece tem um toque de beleza, porém, nem sempre a estética é ética, os fenômenos Narcisistas estão sempre em nossas vidas. Com relação a Sidarta Gautama, o Buda, o Embaixador da Paz no Mundo destacou que tendo sempre tudo a sua volta, saturou-se, perdendo o sentido da vida, tudo lhe era monótono e sem sentido, até compreender que o sofrimento está em tudo, e que o verdadeiro sentido da vida é amar, iluminando-se.
Reverenciando a figura do insigne codificador do Espiritismo, Allan Kardec, que em uma óptica otimista, asseverou que a verdadeira felicidade é servir, é tornar o amor em um ato de beleza muito natural. Kardec apresentou a maior conquista da filosofia, a morte da morte, é a vida que prossegue. A filosofia espírita liberta a criatura humana do Narcisismo.
O sentido da vida, afirmou Divaldo, é também ter um ideal, é fazer ao outro o que gostaria que o outro lhe fizesse. O mundo da competitividade empurra o ser humana para o triunfo, mas para que? Indagou. Por uma bela casa? Por um automóvel? Existem muitas pessoas que possuem muito, e muito além das necessidades, e não são felizes. O amor não necessita de posse, apenas precisa de doação. Estamos diante das agressões do mundo, porque estamos sendo agredidos dentro de nós mesmos pelos nossos próprios conflitos, desta, e de outras existências.
Encaminhando a conferência para o encerramento, ainda acrescentou: o Espiritismo faz o nosso pensamento sonhar na direção da plenitude e do reino do amor, vale a pena amar. O querido orador, sempre dando um toque divertido a suas interpretações, deixou todos totalmente à vontade, apresentando, ainda, várias de suas vivências, ilustrando perfeitamente a temática abordada, fazendo com todos se sentissem estimulados a prosseguir renovados. 
Assim é Divaldo Franco, uma vez saindo para semear, colocando as mãos no arado Divino, nunca mais parou, sequer para olhar para trás. O Jovem agricultor de Jesus prossegue firme no ideal de servir e amar, semeando no solo ainda árido dos corações que sofrem.
Texto e fotos: Ênio Medeiros
Revisão e adaptação: Paulo Salerno
 (Informação recebida em email de Jorge Moehlecke)

terça-feira, 15 de maio de 2018

Registro: Divaldo Franco na Europa. Roma, 14 de maio de 2018

Ainda estava escuro, era a madrugada do dia 14 de maio de 2018, o dia prenunciava alegrias e trabalho, e o semeador não se fez tardio, Divaldo Franco rumou ao aeroporto de Bruxelas, onde embarcou com destinado à Roma, em um voo de duas horas. Em lá chegando, no aeroporto Fiumicino, uma verdadeira festa aguardava o peregrino de Jesus, tamanha era euforia dos amigos do grupo espírita coordenado por Tina Paternó. Quanto regozijo, quanta alegria, mas também muitas malas pesadas, tudo encarado e vivido com simplicidade, celebrando o reencontro de corações afetuosos.
Ao anoitecer, o grupo de amigos, reunidos no hotel que hospedou Divaldo Franco, encontrou-se para realizar o Evangelho. Após refeição frugal, reuniram-se para orar, de forma inédita, em nove idiomas, com o objetivo de atender aos Espíritos de várias pátrias.
Inicialmente foi proferida a oração ensinada por Jesus, o Pai Nosso no idioma Holandês. O Evangelho Segundo o Espiritismo, aberto ao acaso, brindou-nos com o capítulo seis, - O Cristo Consolador -, com o tema o jugo leve. Após Divaldo realizar a leitura desta belíssima página, foi a vez dos comentários, iniciados pelo amigo Xavier, da Espanha no idioma Catalão, seguido por Andreia Marshall, de Miami, em Inglês. Na sequência, Tina, de Roma, em Italiano, após Sandra Fasler, de Zurique, em Suíço. Manolo, da Espanha, em Espanhol, foi seguido nos comentários por Edith Burkhard, de Winterthur/Suíça, no idioma Alemão, logo a seguir foi a vez do amigo querido Marcelo Netto, de Miami, comentar o trecho lido em português. A seguir, novamente Sandra comentou em francês, Rejane Planer, de Viena, em inglês, e por fim, Juan Danilo, em português.
Uma riqueza enorme de interpretações, cada um expressando-se ao sabor de suas emoções em torno do Evangelho, uma verdadeira reunião familiar. Divaldo Franco, magistral, conduziu o grupo, nas asas da história, a um retorno no tempo, desde há 800 anos, trazendo a doce figura do pobrezinho de Assis, narrando com incomparável riqueza de detalhes a vida deste ser que melhor imitou a figura de Jesus, Francisco de Assis.
Ali estávamos, procedentes de várias regiões do globo, reunidos novamente na velha Roma de outrora. Hoje na tentativa de seguir o Homem que não possuía sequer uma pedra para recostar a cabeça, na ânsia de servir mais e melhor. Finalizando o singelo encontro em torno da palavra de Jesus, afirmou Divaldo que todo o empenho que empreendermos para a vitória do bem em nós, valerá a pena, porque o amor do Pai é eterno por todos nós.
Encerrado o encontro, todos se recolheram enlevados pelas dúlcidas vibrações de amor e paz que se fizeram presentes em cada um, demandando para o repouso necessário, pois que as atividades prosseguem...
Texto e fotos: Ênio Medeiros
Revisão e adaptação: Paulo Salerno

(Informação recebida em email de Jorge Moehlecke)

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Registro: Divaldo Franco na Europa. Bruxelas, 13 de maio de 2018

Na manhã do dia 13 de maio de 2018, logo nas primeiras horas, Divaldo Franco e amigos rumaram para Bruxelas, na Bélgica, em um deslocamento de automóvel que durou cerca de três horas. Na aprazível capital, os amigos os aguardavam para uma conferência ao anoitecer. Cerca de trezentas pessoas, que já haviam reservado seus lugares, aguardavam o momento de ouvir o querido orador que anualmente visita o país, trazendo sua mensagem de alegria e paz. Atendendo ao convite do Núcleo de Estudos Espíritas Camille Flammarion de Bruxelas – NEECAFLA -, Divaldo Franco apresentou o tema Fraternidade.
Como vem ocorrendo, o querido amigo Dr. Juan Danilo deu início as atividades da noite discorrendo sobre O Livro dos Espíritos e a Fraternidade, destacando a Mansão do Caminho, onde atualmente reside, como exemplo de fraternidade e solidariedade, afirmando que somente através da educação será possível formar melhores cidadãos para o futuro.
Ao iniciar o seu mister, Divaldo Franco citou Pierre Gaspard Chaumette (1763–1794), um dos revolucionários franceses que asseveravam haver expulsado Deus da França, passando, portanto, a ser o verdadeiro deus, a razão. Referindo-se a queda da Bastilha, afirmou que o século XIX havia se iniciado entre sombras, quando a voz de um jovem corso começou a comandar os destinos da França, Napoleão Bonaparte. Nesta mesma época ocorreu o nascimento de Hippolyte Léon Denizard Rivail, tendo estudado com Johann Heinrich Pestalozzi (1746-1827), o pai da pedagogia moderna. Mais tarde, o mundo passaria a conhecer Hippolyte como Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita.
O nobre conferencista aprofundou-se no século XIX, o século das doutrinas religiosas e o espiritualismo céptico. O conhecimento sobre Deus, a alma, a imortalidade, ou o nada, foram apresentados para reflexão. O nada passou a prevalecer, o objetivo era somente viver bem e gozar, porém, a figura da morte prosseguia enigmática. Em 18 de Abril de 1857 Allan Kardec apresentou uma filosofia científica que asseverava que a vida prossegue além da vida orgânica. Foi uma espécie de revolução, cujas armas são o amor, a caridade e o perdão. Apresentando a figura incomparável de Jesus, o maior psicoterapeuta da humanidade, e citando também grandes vultos da humanidade como Francisco de Assis, Madre Tereza de Calcutá, Albert Schweitzer (1875-1965), entre outros, Divaldo discorreu sobre a excelência do amor. Schweitzer, a quem Divaldo teve oportunidade de conhecer e conversar pessoalmente, foi um homem extraordinário que, entendendo a mensagem do Homem de Nazaré, afirmava que é mais feliz aquele que dá.
Mergulhando nos dias atuais, Divaldo afirmou que o homem moderno está rico de tecnologia, de conquistas imediatas, da comunicação virtual, no entanto encontra-se cada vez mais solitário. A humanidade possui todas estas conquistas, mas, e o amor? Como está o amor na vida dos indivíduos? O amor é um sentido ético, que Sócrates nos ofereceu e Jesus nos exemplificou. Hoje o amor é psicoterapêutico, pois quem ama é feliz, porém, quem deseja ser amado é ainda criança psicológica. Ciência sim, afirmou, tecnologia também, mas o amor é fundamental.
A maior lição aprendida em sua longa trajetória, afirmou Divaldo, é que a criatura humana é a mesma em todos os lugares do Planeta. Dores, sofrimentos, aspirações e conflitos, são idênticos em toda parte, porém, a fraternidade é o laço que vai unir todas as criaturas. O Espiritismo chegou na hora certa para nos arrancar do pessimismo. A coisa mais bela da vida é poder servir sem exigir. Somos ricos de carências de amor, e aqueles que nos antecederam no caminho da morte voltam, e nos dizem, graças a mediunidade, que o sentido da vida é amar.
Encaminhando-se para o final, o Arauto do Evangelho afirmou que a Vida é o maior tesouro que a divindade nos proporciona. Ser feliz depende do nosso livre-arbítrio, pois, a felicidade é a nossa fatalidade, alcançada nesta ou em outra reencarnação. Nestes dias difíceis, destacou Divaldo, a voz daquele Homem de Nazaré, através dos Espíritos, vem nos dizer: Fraternidade! Fraternidade! E que devemos amar aos que estão a nossa volta e não através dos meios eletrônicos.
O Espiritismo é a doutrina da imortalidade, tudo na vida passa, e a esperança da plenitude permanece até hoje em nossas almas. Vale a pena amar! Após recitar o Poema da Gratidão, de Amélia Rodrigues, foi exaustivamente aplaudido de pé. Todos se apresentavam visivelmente emocionados com a mensagem incomum de esperança e paz. Tão logo encerrou a conferência, rapidamente Divaldo se recolheu, pois que na madrugada imediata, terá que se dirigir ao aeroporto de Bruxelas, rumando para Roma, próximo destino deste roteiro de luzes que se encontra apenas em seu início.
Texto e fotos: Ênio Medeiros
Revisão e adaptação: Paulo Salerno
(Informação recebida em email de Jorge Moehlecke)

domingo, 13 de maio de 2018

Registro. Divaldo Franco na Europa Luxemburgo, 12 de maio de 2018

Na tarde do dia 12 de maio de 2018, em Luxemburgo/Luxemburgo, na sede do Grupo Espírita Allan Kardec, atendendo à solicitação do querido amigo Divaldo Franco foi promovida uma reunião com os espíritas de Luxemburgo e de outros países que ali se encontravam, tais como, França, Espanha, Alemanha, Brasil, e Portugal, entre outros, para uma atividade informal, afinal, todo o espírita deve estar sempre em ação.  
Inicialmente o Dr. Juan Danilo expôs, de forma fraternal, diversas questões do quotidiano daqueles que buscam introjetar o espiritismo em suas vidas, com conceitos ainda muito discutidos e pouco vivenciados. Os indivíduos, ainda, com a utilização de seu livre-arbítrio, tentam modificar os outros, deixando, no entanto, para mais tarde a sua própria mudança para melhor. Juan abordou com propriedade as mudanças que ocorrem na forma de pensar e agir na vida de todo aquele que se dedica a estudar, a refletir os conceitos espíritas que se vão tornando cada vez mais presentes, e que, por vezes, levam a não somente perceber, mas, também, a questionar o que até então sequer era observado. O conhecimento profundo dos postulados espíritas convida à renovação. Enriquecendo o conhecimento, Dr. Juan narrou com muita simplicidade suas próprias experiências, como por exemplo, a forma como o Espiritismo chegou em sua vida, sensibilizando e estimulando a todos simultaneamente.
Divaldo Franco, que acompanhava as narrativas do amigo Juan, até então, tomando a palavra, prosseguiu o agradável momento de reflexões trazendo, com sua vasta experiência, o esclarecimento de que toda a crise é o preludio da mudança. Hoje aí está a crise, anunciando a era nova, um mundo novo, de regeneração, que se fará com a mudança de cada ser humano para melhor. O Espiritismo, afirmou o nobre orador, não é SOLUCIONADOR, ele é CONSOLADOR, não está estabelecido apenas para enxugar as lagrimas, mas para extirpá-las da vida de todos, porque se reporta às causas, anulando-as através da compreensão, da lógica e da razão, que conduzem às mudanças saneadoras de conduta.
Ao final do singelo encontro, buscou, o sensível trabalhador de Jesus, estimular ao bom combate, às renúncias necessárias, ao bom ânimo e à alegria de viver. Foram momentos muito significativos para todos, afinal não é todo o dia que se pode contar com a experiência de mais de setenta anos de trabalho no bem, no exercício da mediunidade e no convívio com os Espíritos.
Texto e fotos: Ênio Medeiros
Revisão e adaptação: Paulo Salerno
(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

Registro. Divaldo Franco na Europa Luxemburgo, 11 de maio de 2018

Após a conclusão das tarefas em Mannheim, na Alemanha, foi a vez de Luxemburgo receber a presença de Divaldo Franco em mais uma noite memorável. Deslocando-se de automóvel, em um percurso de cerca de três horas, Divaldo foi recebido pelos amigos do Grupo Espírita Allan Kardec de Luxemburgo, coordenado pela dedicada amiga Zelina Poinsignon. O tema encetado foi L’Amour Comme Solution, O amor como Solução. A tradução ao idioma francês foi da querida Sophie Giusti.
Inicialmente o amigo Dr. Juan Danilo, iniciando as atividades, afirmou que o amor é a grande esperança da humanidade. Aquele que ama, fala com o coração e esquece os erros alheios, educa e, esquecendo-se de si próprio, busca auxiliar o próximo. Dirigindo-se aos corações amigos, discorreu sobre o grandioso trabalho realizado pela Mansão do Caminho, em Salvador, sensibilizando-os pelo amor que move esta grande instituição.
O seareiro do Cristo, Divaldo Franco, citando Mahatma Gandhi, destacou a seguinte assertiva do grande pacifista: Se um único homem atingir a mais elevada qualidade de amor, isto seria suficiente para anular todo o mal do mundo.  O ilustre conferencista mergulhou suas considerações na figura incomparável de Jesus, Aquele que pronunciou a palavra amor por primeira vez, ocupando-se do verbo amar.
Segundo o filósofo Ernest Renan (1823-1892), Jesus é tão extraordinário que não coube dentro da história, dividindo-a em antes e depois Dele. O amor, afirmou Divaldo, é a solução de todo e qualquer problema, a ponto de Jesus o apresentar e vivê-lo, transformando-o no mais elevado grau das virtudes morais. Na atualidade, o amor é o maior recurso terapêutico para a aquisição da saúde, afinal, quem ama não adoece.
Quem não possui amor e caridade no coração, está perdido em si mesmo, sem um sentido existencial, pois o sentido verdadeiro da vida é o amor, e a caridade é a expressão mais elevada do amor.
Apresentando experiências próprias, de forma alegre e jovial e frequentemente provocando muitos risos na atenta plateia, Divaldo Franco, tocou os corações sensíveis. Em sua longa trajetória apresentou-se, sempre, como um verdadeiro cristão, dedicando a sua vida a amar e a servir, encontrando, portanto, um sentido psicológico para a vida, conquistando a plenitude. Divaldo fala do que vive, é autêntico, quer na intimidade, quer em público, assim equipado, sensibiliza com facilidade, afinal, a sua, é uma existência de dedicação ao próximo e a Jesus.
Narrando a trajetória do americano Dr. Dean Ornish, cardiologista, com grandes conflitos com relação ao seu pai, e que após superá-los escreveu o best seller “Amor e Sobrevivência”, demonstrando que o sofrimento tem uma face positiva, sendo tanto um recurso terapêutico para a alma quanto um verdadeiro método educacional para o progresso do ser humano, que sente-se, assim, impulsionado a realizar a viagem interior para o autodescobrimento e a libertação dos grilhões que o retêm na inferioridade espiritual.
Paulo de Tarso da atualidade fez especial convite para o desenvolvimento da coragem visando reconhecer os próprios erros. É preciso muita coragem para assumir um erro ou para pedir perdão. O amor é bom para quem ama, é o halo Divino que nos sustenta. O espiritismo é portador da ética e moral do Cristo, que nos convidou a amarmo-nos uns aos outros, como Ele nos ama. Experiente e portador dos predicados do amor, Divaldo lembra sempre dos corações que sofrem e que choram, e tomado de compaixão, não consegue ficar parado, preferindo sair pelo mundo para levar o mapa da felicidade, o Espiritismo, o caminho para ser feliz.
Ao encerrar deixou uma mensagem de otimismo e de alegria aos irmãos de Luxemburgo, afirmando que podemos mudar o mundo amando mais. O sentido primeiro e último da vida é amar. Seja você aquele que tem a honra de amar. Todos dali saímos embevecidos com a mensagem de amor contida na simplicidade do verbo daquele que saiu para semear as sementes de amor para um mundo melhor. É possível, sim, é possível construirmos um mundo melhor. Divaldo é o exemplo vivo de que todos podemos fazer a diferença no mundo, vale a pena amar.

Texto e fotos: Ênio Medeiros
Revisão e adaptação: Paulo Salerno

(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Divaldo Franco na Europa Mannheim, 10 de maio de 2018.

No entardecer do dia 10 de maio de 2018, na bela cidade de Mannheim, na Alemanha, o Arauto do Evangelho e da Paz, Divaldo Pereira Franco, iniciou mais um roteiro de palestras pelo continente Europeu. Serão trinta dias de ininterruptas atividades, passando por oito países e onze cidades.
Ainda se recuperando de recente procedimento cirúrgico na coluna, Divaldo Franco, em sua jovialidade, afirma que Deus criou o corpo humano para movimentar-se, portanto, onde surja uma oportunidade de levar o Evangelho do Cristo, de divulgar a amada Doutrina Espírita, ali estará Divaldo, o incansável semeador de estrelas.
Cerca de trezentas pessoas lotaram o salão Trafohaus, onde Divaldo abordou o tema Sich Von Leiden Befrein, ou seja, Libertação do Sofrimento.
Inicialmente a palavra foi passada ao amigo querido Dr. Juan Danilo Rodríguez, médico, terapeuta holístico, e que vem, ultimamente, desempenhando mais um papel de extrema importância, o de acompanhar Divaldo Franco em suas viagens com o olhar atento de médico, prestando auxílio ao querido amigo, irmão, verdadeiro pai. Dr. Juan, dispensando-lhe todos os cuidados necessários, a atenção e o carinho, assemelha-se a um verdadeiro filho. Saudando a todos, discorreu sobre as atividades realizadas na Mansão do Caminho, onde atualmente reside. Dr. Juan, com sua habitual ternura, adentrou-se no campo do sofrimento, da felicidade e do amor, passando de imediato a palavra ao orador da noite.
Divaldo iniciou abordando o fenomenal trabalho desenvolvido por Allan Kardec, referindo-se que o Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal, e que marcha ao lado da ciência acadêmica, aceita todas as descobertas da ciência, mas não se detém onde a ciência se deteve, indo além, dos efeitos remonta às causas. Sidarta Gautama, o Buda, quando questionado sobre o que vem depois da morte, respondeu falando da Reencarnação, pois que a vida do ser imortal é uma só, mergulhando em um novo corpo a cada nova etapa da evolução. Sobre Paulo de Tarso, destacou ter alcançado o pensamento cósmico, afirmando: já não sou eu quem vive, mas o Cristo quem vive em mim. Este é o estado de Nirvana, ou estado de Plenitude, ou ainda, o estado Numinoso, definido por Jung.
O insigne orador alertou que, em geral, temos dificuldades em entender que devemos buscar ser felizes dentro das possibilidades que temos, e não nos inquietarmos com o que não temos, nem sempre necessário. Uma das causas de nossa infelicidade é o apego. Assim, deveremos amar, sem, no entanto, querer ser proprietário. O bom da vida não é ter, mas é viver em paz.
O segredo da vitalidade, afirmou Divaldo, é o pensamento, a qualidade do pensar, a vida interior, fazendo reflexões profundas sobre si próprio, transformando o sofrimento, apenas, em uma questão de desgaste exterior. Quando o amor é externo, alimentado pela libido, ele se desgasta, e desgastando-se, gera o sofrimento.
Com sua larga vivência, Divaldo conduziu a temática do sofrimento de maneira leve e descontraída, fazendo com que a atenta plateia risse com frequência ao narrar suas experiências. A alegria de viver, o prazer de dizer o quanto a vida é bela, tem feito com que Divaldo prossiga vivendo intensamente cada momento de sua vida. A vida, afirmou, não vale pelo número de anos vividos, mas pela intensidade de cada momento vivido.
Ao encerrar, alertou para não nos atormentarmos com coisas secundárias, porque tudo passa na vida, menos o amor de Deus por nós. Foi emocionante ouvir de alguém com uma longa caminhada, como a de Divaldo Franco, as suas vivências de amor a si mesmo, ao próximo, a busca por ser gentil, por amar incondicionalmente.
O auditório ficou embevecido com as narrativas que emocionaram a todos. Certamente foi possível retornar ao quotidiano com uma mensagem de alegria, de amor, antídotos para o sofrimento.
Texto e fotos: Ênio Medeiros
Revisão e adaptação: Paulo Salerno
 (Recebido em email de Jorge Moehlecke)

domingo, 6 de maio de 2018

Registro. Centro Espírita Caminho da Redenção, 05 de maio de 2018. Comemoração de aniversário de Divaldo Franco

Quem desejar conquistar o mundo, deve primeiro conquistar-se a si mesmo. (Divaldo Franco)
Imortalizando as mãos de Divaldo Franco, foi inaugurado no Centro Espírita Caminho da Redenção a modelagem de suas mãos intitulada Mãos de Amor. Elas representam as mãos de acolhimento, de oração, de psicografia e de passe. Essas são as atividades desenvolvidas pelo Embaixador da Paz no Mundo e que vem, ao longo dos últimos 72 anos, amparando os seus irmãos de caminhada, secando-lhes as lágrimas, estimulando-os ao amor, tornando-se exemplo de abnegação, desprendimento, esparzindo luzes por onde anda.
Após um belo show musical apresentado por diversos artistas e pelos jovens do Centro de Artes Ana Franco e pelas crianças da Escola Alvorada Nova, ambos da Mansão do Caminho, Divaldo recebeu um belo buquê composto por belas flores, uma demonstração de carinho e gratidão dos jovens e das crianças.
Divaldo, o homenageado do dia, dirigindo-se aos presentes e aos que o assistiam pelos diversos canais virtuais, disse que as emoções não podem ser definidas, elas sãos expressas pelo silêncio, ou por uma lágrima vertida. Assim se sentido, o Arauto do Evangelho e da Paz dividiu as homenagens com todos os demais aniversariantes do mês de maio que desempenham suas atividades na Mansão do Caminho.
Para demonstrar o seu sentimento de gratidão, Divaldo Franco apresentou uma rica e comovente história de abnegação, de dedicação e de sentimento de utilidade ao próximo, traduzindo com essa história o seu júbilo por poder ter servido. Eram dois amigos, artistas pintores, desejando tornarem-se célebres, viajaram para a capital do maior império do mundo, naquela época, o austríaco.
Com recursos muito parcos, resolveram que um deles trabalharia por seis meses enquanto o outro estudaria, fazendo o rodízio, e assim poderiam pagar os estudos na Academia. Aceitaram um trabalho em uma tasca, lavando pratos e limpando o chão. Era um trabalho duro e que exigia muito esforço. Quem desejar conquistar o mundo, deve primeiro conquistar-se a si mesmo.
Passados seis meses, e vencido o rigoroso inverno, o estudante foi para o lugar do outro e esse foi cursar. Como o trabalho era rude, as mãos do trabalhador estavam tremulas, endurecidas, calosas e pouco sensíveis. Ele tentou o desenho, não logrando êxito ante às dificuldades de traçar linhas e sombras suaves. Desistiu, então, para que seu amigo voltasse aos bancos acadêmicos e pudesse laurear-se. Sentir-se-ia feliz por ver o amigo tornar-se uma grande artista.
Assim, decorrido três anos, o amigo tinha concluído seus estudos. O artista recém-formado reuniu o resultado auferido com os seus primeiros trabalhos para resgatar o amigo que havia lhe dado o suporte financeiro. Foi ter com ele e quando se adentrou no cômodo viu seu amigo em oração, com as mãos postas. O triunfador, de imediato, retratou aquela cena, imortalizando-a em uma pintura e que se tornou célebre: As mãos de um apóstolo que ora. É a imortalização de um amigo que se esqueceu de si para que o outro pudesse brilhar. Essa história somente foi possível pelo amor.
Fato semelhante aconteceu entre Nilson de Souza Pereira, o Tio Nilson, e Divaldo Franco. Nilson anonimamente esculpiu em madeira um par de mãos em atitude de prece. Essa obra está na fachada do Cenáculo, prédio dedicado às atividades espíritas. Tio Nilson recolheu-se à retaguarda, trabalhando incessantemente, para que Divaldo dispusesse de tempo e tranquilidade para a divulgação do Espiritismo.
O público, tomado de júbilo e êxtase, em silêncio vibrava em sustentação ao ambiente espiritual que alcançava a cada um e a todos a um só tempo. Divaldo Franco, em sua habitual delicadeza e sensibilizado, diz reconhecer as homenagens de todo o seu coração, e que agradece a deferência, porque no crepúsculo, qualquer raio de sol é importante e belo. Agradeceu a Deus por ter atingido os 91 anos de idade e aflige-se por não poder fazer mais do que habitualmente vem realizando.
Declarou que toda a alegria traz saudade. É mais uma nostalgia do que júbilo, talvez porque seja muito tarde para refazer o caminho em condições diferentes. Discorrendo sobre suas reminiscências, desde os seus quatro anos de idade, e porque desejava receber um presente, era o dia de seu aniversário, 05 de maio de 1931, quando então percebeu luzes se derramando sobre uma árvore e o aparecimento de uma “fada” que com sua varinha “mágica” tocou a sua cabeça, lhe informando que era o presente enviado pelo menino Jesus no aniversário do menino Divaldo.
Já no dia imediato, a cena volta a se repetir, porém, agora, era a presença de uma entidade sacerdotal que o ameaçou, infundindo-lhe medo. Divaldo foi perguntar para sua mãe o significado de tais visões, e ela, em sua sabedoria, disse que a primeira era a mensageira do bem e o segundo fato o mensageiro do mal. Sua mãe, Ana Franco, ensina-lhe, naquele momento, a orar e pedir que não lhe faltasse a paz.
Caracterizando que o trabalho com o Cristo é de abnegação, de renúncias e de decisões, Divaldo Franco narrou as inúmeras dificuldades que o Apóstolo da Mediunidade, Chico Xavier, experimentou em seu ministério. Apesar desses desprendimentos e sacrifícios, que podem parecer sofrimento, o labor na seara cristica é sempre de alegria, de solidariedade e de paz. Não há quem não seja assistido pelas entidades benevolentes quando em atividade de amor.
O aniversariante nonagenário, Divaldo Franco, destacou que seus amigos, seus auxiliares e todos os que formam com ele uma grande família, seja no plano físico ou espiritual, se constituem em estrelas que derramam suas claridades argênteas através das orações que lhe chegam ao coração pelas mãos da caridade.
Frisando a benevolência Divaldo narrou a história de um poeta que desejava ser reconhecido. Trata-se de Franz Kappus solicitando conselhos a Rainer Maria Rilke (1875-1926), famoso escritor.  O livro, que se imortalizou, chama-se: Cartas a um jovem poeta. O livro contém as inúmeras correspondências trocadas nas quais Rilke responde aos questionamentos do rapaz expondo suas opiniões sobre o que considerava os aspectos verdadeiros da vida. A criação artística, a necessidade de escrever, Deus, o sexo e o relacionamento entre os homens, o valor nulo da crítica e a solidão inelutável do ser humano são algumas das questões abordadas pelo maior poeta de língua alemã do século XX. Nasce-se poeta, ninguém se torna poeta.
As mãos de Divaldo escreveram cartas que foram ditadas pelos Espíritos amorosos, é o aspecto, por assim dizer, glamoroso, porém, a construção das edificações e instalações da Mansão do Caminho foram construídas com suor e dor, proporcionando, uma e outra, os motivos de alegria e de felicidade por ver atendida as necessidades dos caídos no caminho. Divaldo Franco, alma sensível e cordata, dedicou as homenagens que estava recebendo as mãos de psicografia e de caridade, de prece e de acolhimento de Chico Xavier, ficando, de alguma sorte, com a alegria imensa de servir de motivo inspirador.
Finalizando o enriquecedor encontro iluminativo, Divaldo Franco declarou que ora pedindo bênçãos para as estrelas encarnadas, e que ali estavam, e que o amparam e o sustentam nas lutas diárias, pedindo perdão por qualquer ocorrência que possa ter causado constrangimento. Disse que, na ordem natural, irá retornar ao mundo espiritual antes de todos os presentes, com uma ou outra ressalva, e que irá recepcionar, preparando o acolhimento, ao tempo em que deseja, também, que quem retornar antes possa preparar-lhe o acolhimento, pois que a vida é bela, aqui e lá. Os aplausos intensos e, estando os convidados em pé, foram dados os parabéns ao aniversariante. Em clima sempre festivo foi servido saboroso bolo acompanhado de refrigerante. Parabéns querido irmão! Viajas nas asas das luzes angelicais trazendo a nós a doce esperança. Nosso desejo é, um dia, te retribuir com o emprego do esforço no trabalho de construção do bem e da paz.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke

Registro. Divaldo Franco – Confraternização. Salvador, 04 de maio de 2018. Centro Espírita Caminho da Redenção

Nunca nos sintamos pequenos quando falarmos sobre o Evangelho de Jesus e o Espiritismo. (Divaldo Franco)
Logo após concorrida sessão de autógrafos e cumprimentos, Divaldo Franco, sempre solícito e profundamente comprometido com o próximo, e apesar de fortes dores que ainda experimenta após recente cirurgia, recebeu expressivo número de amigos da Mansão do Caminho.
Estando presente a Diretoria do Centro Espírita, os convidados foram recebidos com júbilo e alegria. Divaldo Franco exteriorizando alegria se expressou dizendo o quanto sente-se feliz pelo encontro confraternizativo, sendo imensamente grato pelo carinho com que todos o tratam, almas queridas da grande jornada. Presente diversas caravanas do Brasil e do Exterior, essas foram representadas por Miguel Sardano e Cristiane Beira, respectivamente.
Em tom coloquial, conversando com amigos e espelhando-se nos encontros de Jesus com seus discípulos na casa de Pedro, e, também, nos encontros que Allan Kardec participou nas residências de amigos por ocasião da codificação da Doutrina Espírita, Divaldo Franco fez uma narrativa sobre a sua primeira conferência ocorrida em Aracajú, no Estado de Sergipe, em 27 de março de 1946, que sob a orientação do Espírito Humberto de Campos, contou a Lenda da Guerra. O anfitrião desse encontro foi José Martins Peralva Sobrinho, Presidente da União Espírita Sergipana. Nesta oportunidade recebeu sua primeira lição, o da responsabilidade, isto é, preparar-se, estudando o tema, para falar em nome de Jesus e que, quando fosse falar em nome do Mestre e do Espiritismo, deveria pôr-se de pé.
Aquilo que está no destino de qualquer um, sempre acontece. Outra narrativa sobre suas atividades fora da cidade de Salvador, aconteceu em São Paulo, Capital. A anfitriã deveria recebe-lo, porém, ausentou-se de casa, deixando-o sem acomodações naquela noite. Pela sua inexperiência e ingenuidade foi pernoitar em um bordel, imaginando ser uma hospedaria, uma pensão. Sob orientação de Joanna de Ângelis passou toda a noite orando e lendo o Evangelho Segundo o Espiritismo.
Em São Paulo, desfrutou de afetuosos amigos que o ampararam e o auxiliaram em suas atividades doutrinárias e mesmo na assistência à Mansão do Caminho. Os benfeitores, sempre atentos, o sustentaram em suas diversas conferências e outras atividades espíritas. Relembrou que, em outra oportunidade, esteve com o então Presidente do Brasil, Café Filho - João Fernandes Campos Café Filho (Natal, 3 de fevereiro de 1899 — Rio de Janeiro, 20 de fevereiro de 1970) -, e o Governador do Estado de São Paulo, Lucas Nogueira Garcez (São Paulo, 9 de dezembro de 1913 — São Paulo, 11 de maio de 1982), quando então, falou sobre Francisco de Assis. Nos diálogos com Café Filho, Divaldo, muito jovem, falava-lhe sobre seus conflitos, suas aspirações, seus sonhos. O nobre amigo recomendava-lhe que ao falar sobre a Doutrina Espírita não deveria mentir, nem mesmo fingir, caracteres da política partidária, mas, em se tratando da política do Evangelho, a conduta e os ensinamentos deveriam sempre estar apoiados nas bases da verdade.
Divaldo, coloquialmente, ensinou que ...nunca nos sintamos pequenos quando falarmos sobre o Evangelho de Jesus e o Espiritismo. Destacando que a criatura humana é lucigênita, conforme ensina a Benfeitora Joanna de Ângelis, Divaldo Franco abordou as questões do Self, do Si, para dizer que o homem é um ser luminoso. Após discorrer sobre a formação do Planeta Terra e seus primeiros habitantes, os unicelulares, fascículos de luz, ou chuva de luzes microscópicas que caíram sobre a massa ígnea, a vida foi se desenvolvendo, tomando formas pluricelulares há pouco mais de dois bilhões de anos.
Como seres lucigênitos, o homem deve deixar a luz divina penetrar em sua treva de ignorância, que, em busca da sublimação, deve deixar a condição de ESTAR para alcançar o SOU, isto é, viver em plenitude. A melhor maneira de entender Deus é SER. Encontrar o Deus interno é tornar-se feliz. Lapidando o Espírito, o homem, o ser mais importante na obra divina, torna-se, portanto, autoiluminado. O Espiritismo é o Cristo voltando, é a luz do mundo.
O Embaixador da Paz no Mundo, Divaldo Franco, na véspera de completar 91 anos de idade, destacou que a conversa que estava entabulando se destinou ao estimulo de viver como Jesus viveu, seja para reencontrá-Lo, ou para encontrá-Lo. O importante não é o lugar em que a criatura esteja, é ela que torna importante o lugar. Agradeceu, sensibilizado, a visita que estava recebendo, a atenção, o carinho, o amor que o brindavam, destacando que cada um deve deixar que o Espiritismo o penetre. Concluído o colóquio, Divaldo convidou para um pequeno lanche preparado com esmero, bom gosto, na singeleza e na simplicidade de uma genuína casa de Jesus.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke


Registro: Visita de amigos a Divaldo Franco Salvador, BA

03-05-2018. 

      Nesta manhã, do dia 03 de maio de 2018, Divaldo Franco recepcionou  em sua moradia,  amigos oriundos de diversas localidades, entres elas, sul do país, Cingapura, Uruguai, Fortaleza e São Paulo.
      Acolhidos à beira do Recanto Joanna de Ângelis, o grupo, que contabilizava uma média de cem pessoas, teve a oportunidade de ouvir histórias de cunhos moral e evangélicos,  narradas por Divaldo.
      O grupo também pôde visitar o complexo assistencial, social e educacional que compõe a Mansão do Caminho, obra de Amor que une caravaneiros em prol dos ideais do Bem.

            Texto Carlyne Paiva
            Fotos:Jorge Moehlecke
(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

quarta-feira, 2 de maio de 2018

NOTICIAS DO MOVIMENTO ESPIRITA. 02-05-2018.

ACESSE AQUI:
http://www.noticiasespiritas.com.br/2018/MAIO/02-05-2018.htm
Folha semanal de generalidades de Limoges. Ano 1782.
“O possuído” ou “O exorcismo”.
A conversão de Maria Madalena. Óleo sobre tela por  Paolo Veronese.
Busto de Kardec inaugurado em Guarulhos, SP 
Cópia da Estátua de Michelangelo executada  em bronze pelo Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. Exposta na Galeria Prestes Maia,  São Paulo, Brasil.. Foto Ismael Gobbo
Detalhe no monumento a Sampaio Vidal. Araraquara, SP. Foto Ismael Gobbo.

terça-feira, 24 de abril de 2018

Registro. Divaldo Franco em Seminário Beneficente do MAP Rio de Janeiro, RJ

22/04/2018.

Texto Maria Claudia Rodrigues e Luismar Ornelas de Lima
Fotos Luismar Ornelas de Lima

Mais um grande evento promovido pelo Movimento de Amor ao Próximo - MAP com a presença de Divaldo Pereira Franco com a participação de cerca de 3200 pessoas neste domingo dia 22 de abril de 2018 realizado no Km de Vantagens Hall, do Shopping Via Parque, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

O público recepcionado por um trio de cordas, aguardava o grande momento. Allyrio Mello, músico internacional, arranjador e cantor, com o seu violino, executou belas peças do erudito ao popular, encantando a todos os presentes. E ainda tinha mais: o Coral Nossa Senhora de Loreto, com cerca de 50 componentes, interpretou obras clássicas como o Hino Nacional, a Oração de Francisco de Assis, Aleluia de Mendelson e ainda Edelweiss dedicada ao grande tribuno baiano. O ator Carlos Vereza declamando a Carta de Paulo aos Coríntios também foi muito aplaudido.

Após as apresentações e composição da mesa dirigente do evento, um vídeo exibiu os impressionantes números do currículo do querido conferencista - 70 anos Semeando Estrelas. Muito aplaudido, Divaldo deu início ao seu seminário.

Contando passagens de diferentes personagens da história ao longo dos séculos, Divaldo falou sobre a melancolia, a depressão e trouxe casos de suicídio, relatando inclusive passagens de sua vida, como o suicídio de sua irmã e de sua decepção quando perdeu um emprego, levando-o a vontade de suicidar-se. Divaldo alertou: “o suicídio é um dos maiores crimes que a humanidade perpetra sobre si mesmo”. Mas a morte não mata a vida.

O semeador de estrelas explicou que vivemos em uma sociedade consumista, sexista e individualista. Estamos cada vez mais nos refugiando como se tivéssemos medo de amar. Queremos que o outro dependa de nós e que nós nos mantenhamos livres. Esse individualismo é compreensivo em nosso estágio de evolução, mas chega a um ponto em que se torna patológico. E quando nos damos conta, essa é uma forma de fugir da realidade pela depressão, que, a princípio, não incomoda a ninguém e ninguém nos incomoda. Mas com o passar do tempo, podemos nos perturbar e perturbar o outro.

E quais são os antídotos? Divaldo esclareceu que, do ponto de vista psicológico/psiquiátrico, é preciso tomar certos medicamentos, em doses controladas, que possibilitem o corpo a produzir a serotonina, a noradrenalina e a dopamina - que é a substância da alegria. É necessário sempre a orientação e acompanhamento médico.

A Doutrina Espírita, esclarece  que a esquizofrenia, a depressão, o autismo, etc. são fenômenos de natureza espiritual de que o cérebro se impregna quando da reencarnação, plasmando tais situações que desencadeiam tais fenômenos. No momento que o espírito impregna, o organismo começa a trabalhar para que se manifeste a lei de causa e efeito da qual todos estamos subordinados. A grande raiz de tudo isso, da depressão, da obsessão, é o indivíduo. Ele é que é o doente. E se, por acaso, ele é um ex-suicida, ele traz a tendência do suicídio, que pode ocorrer inclusive na infância.

O Espiritismo, por ser uma doutrina que prova a imortalidade da alma, que nos dulcifica o coração, que nos reabilita perante a consciência é o maior antídoto à depressão, através dos passes, água magnetizada, das desobsessões, da boa leitura, da alegria de viver.

E finalizando suas palavras para uma platéia encantada, deixou a mensagem: “este seminário é um testamento de amor. Um testamento muito especial porque Deus tem me convocado nos últimos tempos à muita meditação, muita reflexão. Então eu gostaria que meu pobre legado fosse um legado de amor. Ame. Nunca se arrependa. O amor nunca faz mal. Se não foi compreendido, se não foi correspondido, se foi mal considerado, se recebeu bullying, está ótimo. Porque o amor é bom para quem ama. Não há quem ame que tenha melancolia; só se quiser negociar o amor. Mas se amar o mesmo, até em desprezo, perceberá que amor revigora. A alegria é o amor que encontra a Deus. Deixo esse legado aos corações que tiveram a gentileza de vir passar algumas horas  com um velho amigo. E suplico à divindade que nos dê alegria de viver. A Terra está muito triste. Só notícias más. Guerra química, que se pode transformar em guerra bacteriológica e pode acabar com todos nós. A nossa guerra pessoal, a nossa guerrinha doméstica, a nossa guerrinha do ciúme. Permitamos que aqueles a quem nós amamos sejam amados por outros.

Após cantarem parabéns, face ao próximo aniversário no dia 5 de maio, Divaldo deixou o palco sorrindo como sempre, dando o melhor de si. Cada um dos presentes foi para casa com o coração aquecido por sua mensagem de alerta e de amor. Até a próxima, querido Amigo!

O próximo Encontro do MAP com Divaldo Franco foi agendado para o dia 28 de abril de 2019.

(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Registro. Divaldo Franco em Santa Catarina Balneário Camboriú

15 de abril de 2018
Movimento Você e a Paz
Balneário Camboriú recebeu Divaldo Franco para mais uma edição do Movimento Você e a Paz. Foi a sua 7ª edição, realizada na Praia Central, Pontal Norte, na tarde do dia 15 de abril de 2018. Apesar do tempo nublado, o público esteve presente em massa para ouvir a mensagem da paz. Nas areias da praia, nas calçadas contíguas e nos prédios próximos, as pessoas permaneceram atentas para ouvir o verbo luminífero do arauto da paz, Divaldo Pereira Franco, criador desse movimento que se expande por diversas cidades do Brasil e do Exterior, desde 1998.
O Coral da Secretaria Municipal da Pessoa Idosa trouxe a sua mensagem de paz através de belas interpretações, cantando Ave Maria e Eu só peço a Deus, arrancando aplausos efusivos. Além de Divaldo Franco, idealizador desse magnífico evento, estavam representadas a Ordem dos Advogados do Brasil, subseção de Balneário Camboriú, com o seu Presidente Juliano Mandelli Moreira; o Prefeito Municipal, Fabrício Oliveira; a Secretaria de Articulação Governamental, com Omar Tomalih; a Secretaria de Turismo, com Nelson Oliveira; a Secretaria da Pessoa Idosa, com Christina Barichello; a Empresa Brasileira de Edificações – EMBRAED -, através de sua administradora Tatiana Rosa Cequinel; a Federação Espírita Catarinense, com a sua Presidente Esther Fregossi; a Confraria Artistas e Poetas pela Paz – CAPPAZ -, representada por Eduardo Torto; o Movimento Você e a Paz do Paraguai, com Milciades Lescano; o Movimento Você e a Paz do Equador, com Juan Danilo Rodríguez; e a Universidade Internacional da Paz – UNIPAZ -, com Rovani Ferreira.
Juliano Mandelli Moreira, da OAB, destacou o excelente serviço prestado por Divaldo Franco à Humanidade, sendo um grande líder propagador da paz íntima, para que se exteriorize através de ações pacificadoras.
Fabrício Oliveira, Prefeito Municipal, frisou que a paz deve ser compreendida com um estado de espírito e se constitui em uma decisão buscada por cada ser humano, que se pacificando, tem a responsabilidade de propagar a paz.
Foram prestadas algumas homenagens, registrando, assim, o reconhecimento pelos esforços em prol da construção da paz. A seguintes entidades foram agraciadas: a OAB, subseção de Balneário Camboriú; a Prefeitura Municipal de Balneário Camboriú; a Secretaria de Turismo de Balneário Camboriú; a Secretaria de da Pessoa Idosa de Balneário Camboriú; a Federação Espírita Catarinense; a Confraria Artista e Poetas pela Paz – CAPPAZ; a Universidade Internacional da Paz – UNIPAZ; a Empresa Brasileira de Edificações – EMBRAED; o Movimento Você e a Paz do Paraguai; e o Movimento Você e a Paz do Equador.
Divaldo Franco, Embaixador da Paz no Mundo, recebido com muito carinho e entusiasmo, ao pronunciar-se, destacou que a paz é o fenômeno mais esperado no campo psicológico da humanidade. A paz somente se estabelecerá através de um estado interior. Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. (Jesus) (João 14:27). Fazendo uma reflexão profunda sobre a paz, constata-se que o homem, ainda belicoso, estabelece leis para a vigência da paz, porém, descumpridas ao impacto das ações bélicas em todas as latitudes e longitudes da Terra, o homem impõe-se perante os vencidos, dominando-os implacavelmente.
Na atualidade a humanidade vive apreensiva ante o avanço da violência de toda ordem, é um momento muito grave. Há mais de 2.500 anos Isaias profetizou: Damasco viraria escombros. Essa é a realidade atual. A cidade foi transformada em um cemitério de edificações devastadas, sem vida. Seus habitantes a abandonaram. Ao analisar esse estado beligerante, a ação predatória do próprio homem, a ausência de padrões éticos, poderia se dizer que a violência, a ausência total de paz, estabelecera o caos na face do Planeta. Porém, assim não acontece, pois que, enquanto alguns estão voltados para a violência, muitos outros, como aqueles que se encontram em um evento como o que aqui está acontecendo, estão dirigindo suas energias procurando o caminho para a paz.
A tecnologia faz parte da vida do homem moderno, tornando o mundo acessível a qualquer um, porém, o homem ainda não foi capaz de estabelecer a solidariedade, a ternura, o amor. Ainda não aprendeu a suportar-se uns aos outros, sendo sempre intolerante. Há a necessidade de as criaturas humanas volverem seus olhos para Deus, colocando-O dentro de si, para que se exteriorize, acolhendo, perdoando, amando o semelhante sem imposições ou condições.
O medo, a ira, o ódio, a vingança, somente poderão ser controlados pelo amor, pela ternura, utilizando a palavra gentil para com todos, bons ou não. A humanidade já experimentou inúmeras formas de construir a paz, nenhuma apresentou resultados satisfatórios. Está na hora de o homem tentar o AMOR para construir a paz. Uma paz que repouse em base éticas e morais elevadas, na solidariedade, no respeito ao próximo.
O arauto da paz sublinhou que o amor é de fácil aquisição. Segundo a mentora Joanna de Ângelis o amor é a alma de Deus que está no mundo escrevendo a sua mensagem. Muitos há, e houveram, que por suas ações pacifistas e pacificadoras honraram a mensagem de AMOR, trabalhando incessantemente, silenciosamente, em favor dos oprimidos pela violência, seja institucional, seja individual. Seus exemplos devem ser seguidos, colocados em prática. Jesus, o Homem AMOR, é o modelo por excelência.
Narrando histórias reais, Divaldo trouxe para perto de si, em um colóquio sinceramente amoroso, o público que o escutava atentamente. Havia um espírito de intimidade entre o orador e seus ouvintes, havia a identificação de propósitos, todos ali estavam porque acreditam na paz, porque a possuem em graus variados dentro de si.
Seis itens foram estabelecidos pela UNESCO para a concretização da paz: 1) preserve a paz; 2) não aceite a violência; 3) seja generoso; 4) ouça para compreender; 5) respeite a natureza; 6) reviva a solidariedade. A criatura humana possui a fortaleza de uma rocha, ela é boa, porém pouco educada. A educação é o último recurso para a humanidade alcançar um estado de paz duradouro. Dirigindo-se aos catarinenses, por quem devota imenso amor, Divaldo desejou uma vida de paz, abandonando a queixa, adquirindo a perfeição.
Declamando o Poema Meu Deus e meu Senhor, de Amélia Rodrigues, Divaldo encerrou o nobilitante trabalho em prol da não-violência, falando aos corações, sensibilizando as mentes. Os aplausos foram duradouros e intensos, reconhecendo no orador de escol, o ser pacífico que escolheu a paz como alimento para si, amando o seu semelhante com toda a sua alma. Cantando a canção Paz pela Paz, de Nando Cordel, o numeroso público fez ecoar na orla e nos prédios vizinhos a voz da paz reafirmando que todos os que ali estavam possuem a paz em si, ou o seu embrião.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke

(Informação recebida em email de Jorge Moehlecke)

Registro. Divaldo Franco em Santa Catarina Florianópolis, SC

14 de abril de 2018

Conferencia Espírita de Santa Catarina
A Federação Espírita Catarinense – FEC -, promoveu a Conferencia Espírita  de Santa Catarina no dia 14 de abril de 2018, com o tema: Espiritismo: Ciência, filosofia e religião. O evento foi levado a efeito no Centro de Eventos Governador Luiz Henrique Silveira, localizado em Canavieiras, em Florianópolis.
Estando presentes autoridades do Poder Judiciário, do Legislativo e do Executivo, bem como lideranças espíritas estaduais, Esther Fregossi, Presidente da FEC, presidiu a abertura do enriquecedor encontro iluminativo apresentando as boas-vindas, externando sua gratidão aos que a antecederam no labor federativo.
O Dr. Juan Danilo Rodríguez, médium espírita, médico de família, homeopata, psicólogo e escritor espírita, de nacionalidade equatoriana, fundador do primeiro centro espírita de seu país, em Quito, encontra-se atualmente radicado no Brasil desenvolvendo nobre projeto na Mansão do Caminho, onde reside, visando atender os portadores de necessidades especiais, principalmente os autistas. Convidado a dirigir-se ao público se disse honrado em compartilhar com todos a alegria do enriquecimento espiritual, sentindo-se grato pela oportunidade. Apresentou a saudação dos espíritas equatorianos e da Mansão do Caminho, salientando que nos dias atuais, mais do que nos anteriores, precisamos de Jesus, de esperança de dias melhores, sensibilizando os corações. Todos somos anjos em construção.
Para discorrer sobre A Gênese da Alma, Divaldo Franco apresentou elucidativo estudo sobre a cosmologia, a formação do Universo e do Planeta Terra, bem como dos seres nela viventes, desde as cadeias de açúcares até o homem dos dias atuais. Elucidando e facilitando a compreensão, o orador por excelência apresentou as enriquecedoras informações contidas na incomparável obra A Caminho da Luz, de Emmanuel e psicografado pela maior antena psíquica da humanidade, o venerando Chico Xavier.
As formas foram se transformando até alcançar os primeiros seres das camadas inferiores, sempre em perpétua transformação, ganhando complexidade sempre maiores. Assim, de conversão em conversão os seres vão transformando-se, atestando a magnitude divina. Apresentando uma breve história antropológica do homem e o nobilitante trabalho de notáveis pesquisadores, Divaldo Franco destacou o trabalho hercúleo de Allan Kardec, cientista emérito, codificador da Doutrina Espírita, ao descrever a história da gênese e da evolução do ser e da alma.
O homem sempre se preocupou em remontar à sua gênese. Vastíssimos registros, de todas as épocas, afirmam que essa procura povoou a sua ânsia de conhecer o seu princípio. Com uma certa visão de futuro, a humanidade foi perscrutando os campos obscuros de sua própria evolução. A ética, em se desenvolvendo na intimidade da criatura, vai transformando as práticas e os estudos adotados, até alcançar a conclusão de que Deus é o Senhor da Vida e a morte torna-se somente um novo renascer.
Os filósofos, com suas éticas, apresentaram estudos importantíssimos afirmando que a evolução é inevitável. Contudo, Jesus é incomparável ao cantar a sinfonia do Amor. Martin Luther King Jr., Madre Teresa de Calcutá, Francisco de Assis, Chico Xavier e outros, cada um em suas particularidades, estabeleceram pontes entre a Terra e o Céu, colocando em prática o amor apregoado e exemplificado por Jesus.
O Espiritismo, confirmando a existência da vida e das modificações das formas, desde os primeiros momentos da vida na Terra, dá ao homem a certeza da evolução material e o aprimoramento moral, principalmente, apontando meios claros e precisos na aquisição da plenitude, a busca pela angelitude. Desejando grande sucesso ao excelente evento, Divaldo Franco, o Semeador de Estrelas, superando os incômodos e as dores pós-operatórias, dá o seu imorredouro exemplo diário de dedicação operacional ao Cristo. O público, tocado em seus corações, levantou-se para aplaudi-lo, reverenciando-o com gratidão.
O incansável trabalhador do Cristo, na jovialidade de seus quase 91 anos de idade atendeu mais uma agenda de trabalho, protagonizando um enriquecedor trabalho com os jovens. Respondendo perguntas, adrede preparadas, o trator de Deus, nas palavras de Chico Xavier, disse para que não temam a ninguém, fazendo uso das ferramentas doutrinárias, explicando que o espiritismo é uma doutrina libertadora, além de ser consoladora por libertar a criatura humana de seus atavismos e vícios. Quem sabe compreende melhor as suas próprias dores e, então, poderá trabalhá-las melhor através do conhecimento adquirido.
Todo o ser comprometido em sua própria transformação ético/moral deve trabalhar com persistência e inspirar confiança nos seus circunstantes. Transformar é encarar a realidade sem fantasias. Quando for trabalhar com os mais idosos a postura deverá ser a de conquistar a confiança através do desenvolvimento dos atributos éticos/morais, exteriorizando, assim, a beleza da alma humana, porquanto, a beleza é Deus.
Com sentimento paternal, Divaldo aconselhou a jamais abdicar dos ideais. O que importa é o futuro, o vir a ser, uma permanente construção para o amanhã. Para elucidar que a cada aspecto negativo há outros de caráter positivo, o orador que arrebata multidões narrou bela história, a autobiografia de Ruth Stout, escritora norte-americana (1884 – 1980) que relata suas próprias experiências existenciais buscando auxiliar os jovens na busca de um propósito na vida, abordando a lição inesquecível que recebeu de seu avô na infância sobre as duas janelas existentes na vida de todos. A que se abre para a tristeza e o sofrimento e a outra que permite identificar a alegria e a beleza da vida. Com essa história tocante Divaldo deixou claro que diante das experiências de aflição, dor e sofrimento a criatura humana deve se lembrar de que há uma outra janela – a da alegria – que se deve buscar. A recíproca é também verdadeira, e assim, todas as vezes que estiver debruçado sobre a janela da alegria, deve se recordar que muitos outros irmãos se encontram no sofrimento e na tristeza. O dever é, portanto, de se deslocar na direção deles para lhes oferecer a solidariedade e o carinho, usando de compaixão. Observação: Essa rica história se encontra narrada em detalhes no capítulo 6 da obra O Colar de Diamantes, de Divaldo Franco, compilada por Délcio Carvalho, da Editora LEAL.
Recomendando o livro Depois da Morte, de Léon Denis, o arauto do evangelho e da paz, estimulou a leitura e o estudo, narrando parte da introdução da referida obra. Exortando a perseverança no bem, frisou que jamais desanimem, que amem sempre, oferecendo alegria aos tristes, através de um sorriso. Sobre as dores, destacou que não se decepcionem com os demais, guardando serenidade sempre.
O sentimento de melancolia, de nostalgia trazem embutidos o passado, assim, o esforço é de se autoestimar, amando-se. As aparências nada têm a haver com a realidade, o que é belo na atualidade poderá deixar ser no futuro. A jovialidade independe da idade cronológica, um sorriso, uma boa palavra possui o poder de mudar para melhor uma situação negativa, amenizando-a pelo menos. Todos os que optaram por fazer o bem, sem ostentação, encontraram a felicidade e a alegria de viver, porque exercitaram o amor.
A etapa de encerramento desse notável encontro com o saber foi iniciada pelo Coral Vozes de Santa Catarina, sob a regência do Maestro Robson Medeiros. As belíssimas apresentações encantaram o público que respondeu com calorosas salvas de palmas.
Divaldo Franco, o Paulo de Tarso dos dias atuais, abordou o tema: A Plenitude da Vida. Reafirmando que a plenitude é uma conquista árdua, que dispende esforços e superação de limites desafiadores, o médium e orador espírita narrou um fato por ele vivenciado em Nova Iorque e que somente o exercício da mediunidade com Jesus é capaz de desvelar o passado para que a realidade do momento possa ser corretamente decifrada A narrativa retrata a ação da lei de causa e efeito, o arrependimento e o emprego do amor como solução. Graças a mediunidade e o fato dos desencarnados poderem se comunicar com os encarnados foi possível impedir um suicídio duplo, marido e esposa, atormentados pela desencarnação prematura de seu pequeno filho.
Os eventos de vida possuem o dom de mudar completamente os rumos de uma existência aparentemente feliz, plenificada pelo bem-estar. Porém, o passado, sempre presente, chama o comprometido com a Lei Divina ao reajuste libertador. Falando sobre reencarnação, Divaldo disse que o ser humano ainda pratica vários delitos que necessitam ser reparados. A reencarnação apresenta essa oportunidade de exercitar a bênção do perdão, redimindo o passado, projetando o futuro através de uma vida reta e resignada no presente.
Essa bela e comovente história culminou na fundação do primeiro centro espírita de Nova Iorque, a Associação Espírita Allan Kardec, em Long Island. Plenitude é a alegria imensa do coração, é a oportunidade de encontrar beleza onde há miséria, amor onde há maldade. Como essa extraordinária história que envolve um portador do mal de Hansen, ou lepra, Divaldo Franco destacou que as deformidades morais, ínsitas ainda em muitos, assemelham-se a lepra que se apresenta nos corpos físicos, portanto, há a lepra do corpo e a da alma. A alma somente tem razão para se sentir feliz quando alcançar a conquista da plenitude.
Finalizando o magnífico evento, o primeiro de uma série no Estado de Santa Catarina, Divaldo recitou o Poema da Gratidão, de Amélia Rodrigues. Em agradecimento e reconhecimento, o público se dirigiu ao nobre orador com uma vigorosa salva de palmas.
A Presidente da FEC, Esther Fregossi, externou a sua gratidão aos expositores convidados, aos inúmeros voluntários e técnicos que desempenharam as suas funções desde há muitos dias, engradecendo o movimento espírita catarinense.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke
  
(Recebido em email de Jorge Moehlecke)